A tradição foi a protagonista numa tarde de encontro entre folclore e etnografia, gastronomia e vinho, música e sentido de comunidade, afirmação de cultura e de identidade.
Quem chegasse desprevenido à Quinta das Pratas no passado domingo, dia 27 de setembro, poderia pensar que tinha feito uma viagem no tempo, e não estava errado – a Festa da Adiafa levou toda a gente numa viagem ao passado de um concelho que contínua a ter na vitivinicultura, a sua identidade mais profunda. A Festa da Adiafa foi lugar para recordar e celebrar a memória que a comunidade recebeu das gerações anteriores e quer preservar.
No espaço junto ao Museu Rural e do Vinho do Cartaxo, eram largas dezenas as pessoas com trajes de antigamente, de todas as idades, que conviviam à volta de um lume feito no chão, de uma panela a ferver os ossos para a sopa ou de um tacho grande onde a tomatada apurava sabores, enquanto ao lado, outras mãos sabedoras do ofício, desfiavam bacalhau, assavam chouriço até ele pingar no pão ou fritavam as enguias pescadas do Tejo.
Com organização da Câmara Municipal do Cartaxo e o apoio e colaboração de produtores de vinho, ranchos e associações culturais, a Festa da Adiafa fez da Quinta das Pratas, palco para a recriação da vida quotidiana de quem tinha na vindima e nos trabalhos ligados à vinha e à produção de vinho, fonte de receita para a família, lugar de encontro, de construção de identidade e de expressão cultural.
A cargo dos ranchos folclóricos do concelho e da Sociedade Filarmónica Cartaxense, estiveram as recriações etnográficas, assim como, a gastronomia tradicional, daquela de aquecer a alma e de abrir o apetite, que cada visitante saciou com boa comida. Os vinhos de excelência, reconhecida nacional e internacionalmente, foram servidos por quem melhor os conhece – os seus produtores.
A Festa da Adiafa encerrou com o Baile das Caramelas, com os acordeões a levar a Festa até ao anoitecer.
No decorrer do evento, foi homenageada Ana Pinto, colaboradora do Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo, que faleceu recentemente, com a atribuição do seu nome à Vinha que integra o património do Museu.
Bem hajam os ranchos folclóricos e filarmónica pela presença empenhada e essencial - Rancho Folclórico Ceifeiras de Porto de Muge, Rancho Folclórico da Freguesia da Lapa, Associação Cultural e Recreativa Rancho Folclórico do Cartaxo, Rancho Folclórico da Casa do Povo da Ereira, Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Pontével, Associação Cultural do Rancho Folclórico de Vale da Pinta, Rancho Folclórico Regional de Vale da Pedra e Rancho Folclórico “Os Campinos” de Vila Chã de Ourique, assim como, a Sociedade Filarmónica Cartaxense.
Bem hajam os produtores e casas agrícolas presentes Adega do Cartaxo, Batistas by Pitada Verde, Encosta do Avô, Vinhos Franco, Lambéria’s, Quinta da Lapa, Ode Winery, Quinta do Sampayo e Vara Larga.

















































