(Por impossibilidade de o homenageado estar presente na Sessão Solene, a Medalha foi recebida por Zulmira Oliveira, sua esposa.)
Nasceu em Azambuja a 23 de fevereiro de 1959. Tendo vivido sempre com uma ligação à terra, à natureza e aos animais, desde muito cedo começou a desenvolver uma paixão pelos cavalos. Começou a montar muito novo, tendo ganhado as bases do ensino com mestres conterrâneos como José Vicente e Dionísio, foi aluno da figura ímpar da equitação mundial, Mestre Nuno de Oliveira.
Com apenas dez anos teve a sua primeira experiência dentro de uma praça de touros quando participou numa vacada a favor dos Bombeiros Voluntários de Azambuja e foi a 23 de maio de 1976, em Alcochete, que prestou provas para cavaleiro praticante. A 2 de junho de 1977, tirou a alternativa de cavaleiro tauromáquico numa noite em que a Praça de Touros do Campo Pequeno homenageava a Associação de Comandos. Teve como padrinho de alternativa José João Zoio e Luis Miguel da Veiga, José Luís Sommer de Andrade, Gustavo Zenkl e João Moura como testemunhas. Nos anos de 1979 e 1982, conquista em França o "Rojão de Oiro”. Em 1979 estreou-se em Espanha, atuando na Real Maestranza de Caballería, em Sevilha e, na mesma temporada, atuou em Las Ventas, Madrid. A 29 de Maio de 1988 na Praça de Touros da Azambuja, foi protagonista de um acontecimento inédito em Portugal, ao encerrar-se na lide de 8 touros da extinta ganadaria do Bodieal da Rainha, lidando 4 touros a cavalo e dois a pé.
Ao longo da sua carreira de alternativa apenas concedeu a alternativa a Carlos Arruda (já retirado), na Praça de Toiros do Campo Pequeno em Lisboa e a Bernard Guilibert, na Praça de Touros de Cascais, Filipe Vinhais na praça de touros do Cartaxo, Aba Rita no coliseu do Redondo e Parreirita Cigano na praça de touros do Campo Pequeno.
Criou um estilo de toureio que fez escola e foi distinguido inúmeras vezes pelos troféus de melhor cavaleiro da temporada e melhores lides a cavalo. No seu percurso gravou um álbum de fados com o nome “O meu cavalo Alazão”.
Em 2013, retirou-se e não pensa voltar às arenas. Hoje em dia, divide o seu tempo entre Portugal e a Alemanha, tendo fundado, em 2015 juntamente com Isabella Sontag, um espaço em plena Baviera onde dá aulas, o Oliveira Stables, organiza anualmente a Feira, onde exibe o trabalho realizado ao longo do ano num espetáculo equestre com música tocada ao vivo e outras performances, para o público que viaja em julho para não perder o evento, bem como para os milhares de pessoas que assistem online. Juntamente com a equipa alemã já lançou livros como a coleção VERTIKAL e até documentários onde partilha os seus conhecimentos de décadas com este animal que tanto o fascina e com o qual tanto aprendeu, o cavalo. Acredita que o equilíbrio entre o homem e o cavalo se torna num só e assim continuará com projetos vindouros, além-fronteiras e no nosso país, de onde verdadeiramente nunca saiu.