Câmara Municipal encerrou Ponte de Santana

Câmara Municipal encerrou Ponte de Santana
Câmara Municipal encerrou Ponte de Santana

LNEC alertou para possibilidade de colapso da ponte. João Ferreira Heitor convocou sessões extraordinárias da Comissão Municipal de Proteção Civil e do executivo. Decisão foi unânime.


• A proposta do presidente da Câmara Municipal foi aprovada por unanimidade, após relatório do LNEC que destaca o risco de colapso de alguns arcos da ponte e a possibilidade de a passagem de veículos pesados poder provocar o colapso imediato da ponte.
• João Ferreira Heitor lamentou o tempo perdido no lançamento do concurso para a construção do Viaduto de Santana e deu conta do compromisso do Secretário de Estado das Infraestruturas e da Infraestruturas de Portugal, na reunião de 5 de fevereiro com a autarquia, de que a obra vai integrar o 1º aviso de candidatura para intervenções na Linha do Norte.

A inspeção à Ponte de Santana, situada na EN3-3, sobre a Vala da Azambuja, no Cartaxo, pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), determinou a proposta apresentada por João Ferreira Heitor nas sessões extraordinárias que convocou, quer da Comissão Municipal de Proteção Civil, quer da Câmara Municipal. 

A gravidade do estado da infraestrutura relatada pelo LNEC, levou o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo a propor o encerramento da ponte que liga duas freguesias do concelho – Vila Chã de Ourique e Valada. O relatório foi decisivo para a deliberação unânime quer de todas as forças de segurança, entidades e eleitos locais que integram a Comissão, quer dos vereadores do PSD e do PS - as duas forças políticas representadas na Câmara Municipal. 

Na reunião da Câmara Municipal, que teve lugar hoje, dia 23 de fevereiro, às 8h00 da manhã, o executivo analisou o relatório da inspeção do LNEC que afirma que as “anomalias comprometem a resistência da ponte, afetando assim a sua segurança estrutural“ e recomenda que “deva ser encerrada ao tráfego por não reunir as condições de segurança necessárias.”

Nova passagem sobre a Vala da Azambuja em Santana é essencial ao desenvolvimento da região
O presidente da Câmara Municipal destacou a importância que a ligação tem para a população de todo o concelho, com destaque para as famílias, para as empresas, instituições e explorações agrícolas das freguesias de Vila Chã de Ourique e Valada, mas também para a mobilidade na região.

O autarca deu conta do esforço que tem efetuado junto da administração da Infraestruturas de Portugal e do Ministério das Infraestruturas para que seja construído o novo Viaduto de Santana, com a consequente supressão da passagem de nível.
O presidente da Câmara destacou que o relatório do LNEC vem certificar a convicção da autarquia de que a construção de uma nova travessia rodoviária em Santana, sobre a Vala da Azambuja, é a única solução que pode trazer segurança à população, para além dos enormes ganhos económicos para a região, referindo-se ao facto de o relatório técnico afirmar “das soluções possíveis para restaurar a circulação do tráfego, no local da ponte, com as necessárias condições de segurança, a única que é adequada consiste em fazer o cruzamento desnivelado da Linha do Norte e o atravessamento do vale da Vala da Azambuja.”

João Ferreira Heitor deu conhecimento que na última reunião de trabalho com a administração central, que decorreu no dia 5 de fevereiro, quer o Secretário de Estado das Infraestruturas, quer a Infraestruturas de Portugal, afirmaram que a obra é prioritária e que o financiamento para a construção do novo Viaduto de Santana vai integrar o 1º aviso de candidatura para intervenções na Linha do Norte, assim como, que pelo facto de o projeto técnico já se encontra concluído, após financiamento, a obra será lançada a concurso público.

A Câmara Municipal do Cartaxo lamenta esta decisão e apela à compreensão de todos os utilizadores desta infraestrutura pelo incómodo que o encerramento de trânsito vai causar e reforça que a decisão tem como fim a salvaguarda da segurança de pessoas e bens.

 

Imagens da Galeria - Relatório LNEC