VOCÊ ESTÁ AQUI: INÍCIO / Município / Medalhas de Mérito Municipal

Medalhas de Mérito Municipal

A 14 de novembro de 1994, o executivo municipal aprovou a atribuição de Diplomas e Medalhas de Mérito Municipal a personalidades e instituições que prestem ou tenham prestado serviços relevantes ao Município.
 
Ao longo dos anos, esta homenagem tem sido feita no dia 10 de dezembro, por ocasião das comemorações da elevação do Cartaxo a concelho.
 
Reconhecer o trabalho de munícipes e entidades que contribuíram para o desenvolvimento do concelho em áreas tão diversas como a saúde, a educação, a economia e emprego, a cultura, o desporto e a ação social, dando a conhecer às novas gerações a importância desses contributos para a construção de um concelho mais dinâmico e mais solidário, é a razão que leva a Câmara Municipal a atribuir Diplomas e Medalhas de Mérito Municipal.
 
  • Clube de Natação do Cartaxo

    Clube de Natação do Cartaxo

    O Clube de Natação do Cartaxo foi fundado a 5 de novembro de 1993 por um grupo de professores da Escola de Secundária do Cartaxo. O Clube de Natação do Cartaxo, ao longo dos 25 anos de existência, tem conquistado inúmeros títulos individuais e coletivos em provas regionais, nacionais e internacionais. Atualmente tem uma Escola de Triatlo e uma Escola de Natação certificada pela Federação Portuguesa de Natação que conta com quatrocentos utentes. Tem ainda uma vertente de competição onde quarenta atletas competem em natação pura, águas abertas, triatlo e biatle.

  • Manuel Luís Salgueiro

    Manuel Luís Salgueiro

    Manuel Luís Salgueiro nasceu em Montemor-o-Novo, a 30 de Maio de 1938, filho de Primitivo Salgueiro e Custódia Maria é o filho mais velho de cinco irmãos. Do casamento com Ana Clara nasceram dois filhos: a Laura e o Luís e três netas a Rita, a Sara e a Marta. Com 11 anos acabou a 4.ª classe e começou a trabalhar muito novo, como era hábito na época, para ajudar a família. Nos tempos livres adorava jogar futebol e, fazia parte de muitos eventos a fim de angariar verbas para apoiar o Hospital de S. João de Deus, uma grande obra, ex-libris de Montemor-o-Novo. Aos 20 anos foi para a tropa em Évora, onde fez a recruta e frequentou o curso para 1.º cabo, que acabou com uma nota alta, foi promovido a 1.º cabo escriturário e passou à disponibilidade ao fim de 6 meses. Voltou para Montemor-o-Novo e entrou para a Secretaria da Casa do Povo, que era composta por cinco funcionários sendo ele o mais jovem. Passado pouco tempo o chefe da Secretaria deixou o cargo e saiu da instituição. E é com surpresa que é convidado para desempenhar aquelas funções, tendo aceite apesar de muito jovem. Concluiu com dois dos seus irmãos o Curso Geral de Comércio. Em 1965 resolveu dar outro rumo à sua vida, e concorreu ao Banco Nacional Ultramarino, prestou provas em Lisboa e foi aceite. Em janeiro de 1966 deram-lhe a escolher diversas localidades e sem conhecer, optou pelo Cartaxo. Apresentou-se no Banco e a sua integração foi muito tranquila e passados 3 dias, já tinha a esposa e a sua filha Laura, com 11 meses a viverem no Cartaxo. Trabalhou 35 anos no Banco, mais de 20 anos no exterior, o que lhe permitiu conhecer todas as freguesias do concelho e as suas gentes, a sua beleza e história, o que fazia do Cartaxo, um concelho harmonioso e bonito. Em 1968 depois de fazer parte do movimento comunitário foi convidado para fazer parte da 1.ª Direção do Jardim de Infância do Cartaxo. A partir de 1979 nunca mais parou. Foi diretor do departamento de futebol juvenil do Sport Lisboa e Cartaxo, onde fez três mandatos como presidente do conselho fiscal do clube. Também fez parte dos órgãos sociais, na velhinha sede da Sociedade Filarmónica Cartaxense. Presidente do conselho fiscal do Ateneu Artístico Cartaxense, durante vários mandatos e presidente do conselho fiscal do Jardim de Infância durante dois mandatos a convite do Sr. Painho e já com a atual direção. Fez parte do secretariado da Feira-Mostra inserida na Feira de Todos os Santos, cuja finalidade era mostrar as potencialidades do Concelho em várias áreas, tendo recebido como reconhecimento uma placa do município pelo presidente Dr. Renato Campos. Em 1989 e a convite do PS fez parte da lista para a Assembleia de Freguesia do Cartaxo, encabeçado pelo Sr. Guilherme Barão do Santos, venceram as eleições e foi eleito tesoureiro do executivo. Nas eleições seguintes foi convidado pelo Dr. José Manuel Conde Rodrigues, para liderar a lista do PS à Junta de Freguesia do Cartaxo, as quais venceram e a partir daí foram 20 anos. No desempenho das suas funções teve uma vida muito ativa. Foi para ele uma honra e um dia muito importante para a instituição, a apresentação no dia 10 de junho de 2000 do Brasão e da Bandeira da Freguesia do Cartaxo, da sua autoria, assim como todo o processo. Também foi motivo de orgulho a Junta de Freguesia do Cartaxo, em 4 de junho de 2004, ser agraciada, pela Cruz Vermelha Portuguesa. e em 30 de novembro de 2012 ser agraciada com certificado de atribuição de distinção – medalha de agradecimento de bronze, pelo Corpo Nacional de Escutas. Hoje com 80 anos faz parte da Assembleia de Freguesia, Assembleia Municipal e do conselho consultivo do Jardim de Infância do Cartaxo e ainda participa em muitos eventos. Diz que nunca se sentiu um verdadeiro político, mas sim um homem do povo, sem descriminação política, religiosa ou social, mas sim uma pessoa humilde, simpática, com sentido de responsabilidade, trabalhador, honesto e sobretudo solidário e sempre pronto para ajudar as pessoas e feliz com a sua vivencia neste cantinho do Ribatejo, que é o Concelho do Cartaxo.

  • António José Portela

    António José Portela

    António José da Silva Portela, nasceu a 12 de novembro de 1948, na então vila do Cartaxo. Desde cedo percebeu a sua paixão pela música. Recorda que quando era pequeno, não perdia um Serão Cultural e Recreativo para Trabalhadores, programa radiofónico. Aos catorze anos comprou um gira-discos da marca Philips que funcionava a pilhas. Sem o seu pai saber, começou por organizar as célebres matinés e bailaricos, numa altura em que não havia luz eléctrica em grande parte das adegas e garagens, ora com o gira-discos a pilhas, estava resolvido! Organizou matinés na antiga Sociedade Filarmónica Cartaxense, ao ar livre nos Casais de Além, e muitas em Vale da Pinta. Tinha o cuidado de ser um dos primeiros a ter as novidades dos conjuntos portugueses e estrangeiros e ainda hoje continua, religiosamente, a colecionar discos de vinyl, sendo um dos maiores colecionadores do país. O interesse pelos conjuntos portugueses surge em 1964 quando, numa estadia em Lisboa, foi ver o filme “Canção da Saudade” com o Victor Gomes e os Gatos Pretos no antigo Cinema Eden, que o viu e reviu por 14 vezes, tendo assistido também ao filme Summer Holiday de Cliff Richard & The Shadows, este no Cinema Royal no Bairro da Graça, em que no intervalo actuava o conjunto Mistério. Em 1966-1967 formou o grupo Hippies Clube, com camisas às flores e calças à boca de sino. Em 1967-1968 rumou para a capital, continuando sempre de perto com os conjuntos, lembrando-se de assistir aos ensaios dos Play-Boys, de onde saiu o Júlio Pereira do cavaquinho e João Seixas que mais tarde veio a pertencer aos Pretus Castrus. Foi convidado com 22-23 anos para organizar o programa aéreo que se realizava na Casa dos Tabuenses, na Rua de São Bento e, paralelamente, para organizar os bailes no Grupo Dramático Lisbonense na Rua Cruz dos Poiais, em São Bento (Lisboa), casa essa de onde saiu a actriz Laura Alves. Entretanto vem o 25 de abril 1974 e a música ficou um pouco de lado, militou no Partido Comunista Português até 1986, foi pai em 1976 de um rapaz que o enche de orgulho. Volta à música e às rádios, tendo a 1ª experiência em rádio em 1979 e mais a sério viria a ser no ano de 1985, ainda voltando a 1983 e 1984, foi Presidente da Direção do Grupo Desportivo dos Bons Dias, hoje Ramada-Odivelas. Nas rádios, participou em muitas delas com programas próprios com animação e, por vezes, com a participação de vozes femininas com texto, mas exaltando sempre os anos 60. Organizou festas das rádios para que o auditório pudesse divertir-se com os animadores, recebendo louvores de algumas delas. Chega ao Cartaxo em 1994, com entrada na rádio a convite do Sr. Carlos Palmeiro. Em 1996, “Os Charruas” voltam a reunir-se e, aí, ainda mais ficou ligado à banda. Em 1998, organizou juntamente com o Sr. César Pires e Sr. António Oliveira uma evocação a José Afonso com o sobrinho João Afonso a participar. Ainda nesse ano realiza-se a 1ª Gala Pop Rock Anos 60, na Horta da Fonte, sua organização conjunta com a Dra. Maria Luísa Baptista e a grande contribuição dos Charruas, tal como em Cascais por duas ou três vezes. Começou então um ciclo de evocações a José Afonso, ora no Auditório Municipal e também no Centro Cultural do Cartaxo com a presença de José Mário Branco. Nas rádios continua sempre presente e a funcionar, ora como Presidente da Direção, ora como Director de Programas. No entanto, no Cartaxo começam as Noites de Verão, organizadas pelo Município desde 1999 até 2011. Já avô de dois lindos netos, continuou sempre com grande amizade aos elementos das bandas dos Anos 60, até que em 2014 foi convidado para assistir ao aniversário dos “Guitarras de Fogo” do seu querido amigo João Charana, em Almada, ganhando novo entusiasmo para relançar a Gala Pop Rock Anos 60, que se veio a realizar em 2015 e que se tem mantido anualmente.