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Câmara aprovou Relatório de Gestão de 2017

Demonstrações Financeiras e Relatório de Gestão 2017 mostram que “o caminho que escolhemos em 2014, foi difícil, mas foi e continua a ser o caminho certo para a consolidação das contas do município”, afirmou Pedro Magalhães Ribeiro.


· O presidente da Câmara sustenta que “o tempo de emergência que ultrapassámos, com o esforço e o contributo de toda a população”, foi essencial para o que sempre defendi – “a inversão do caminho que conduziu à descredibilização do município e à rutura financeira estrutural, era possível. Ao fim de quatro anos encontrámos o equilíbrio financeiro e estamos seguros que este se pode manter, que as contas são claras, transparentes e sustentáveis, como comprovado pelo facto de 2017 ter contado com um orçamento que não teve votos contra – isto em ano de eleições”.
 
·  Autarca destacou a redução “de indicadores fundamentais”: o passivo total do município reduziu 1,8 milhões durante o ano de 2017 num total de mais de seis milhões em relação às contas de 2013, o prazo médio de pagamentos, que em janeiro de 2014 era de 373 dias, reduziu para 30 dias, os pagamentos em atraso que eram de 22 milhões e 95 mil euros em 2013, são agora de 350 mil euros. 
 
·  Fernando Amorim, destacou que as melhorias “são de grande relevância quantitativa e representam enorme valor para as pessoas e para as empresas que se relacionam ou dependem para a sua atividade de um município com contas equilibradas e cumpridor dos seus compromissos”.
 
· Para o vice-presidente, “poder hoje contar com fundos disponíveis positivos, quando em 2013 estes eram superiores a 36 milhões de euros negativos, ou com uma melhoria superior a 19% no rácio de endividamento municipal ou, ainda, alcançar 89% de execução orçamental quando começámos este ciclo, em 2013, com apenas 21%”, são conquistas que não se podem perder”.

 
A Câmara Municipal do Cartaxo aprovou por maioria, na reunião de dia 23 de abril, as contas de 2017, com os votos a favor do presidente e dos vereadores do Partido Socialista e os votos contra da Coligação Juntos pela Mudança.
 
Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal afirmou que “é este caminho que queremos, com humildade, prosseguir”, destacando os resultados “muito positivos, que as demostrações financeiras e o relatório de gestão de 2017, comprovam”.
 
Para o autarca, “o apoio dos trabalhadores, das associações, dos autarcas em cada junta de freguesia, em especial dos seus presidentes, dos fornecedores de bens e serviços, da população”, foi essencial para “sairmos da situação assustadora, de emergência, em que encontrámos as contas do município”. 
 
Reconhecendo que “não conseguimos corresponder a tudo o que nos foi solicitado”, o autarca destacou que “ainda assim foi possível terminar todos os investimentos que estavam parados, sem devolvermos dinheiro de fundos comunitários, conseguimos conquistar novos fundos e apresentar candidaturas que serão decisivas no futuro do concelho”, como o “Centro Escolar de Pontével ou a regeneração urbana que temos em curso. Travámos lutas difíceis e muito complexas para que hoje empresas se possam instalar no Valleypark, e pagámos dívida, muita dívida”.
 
Este “caminho foi partilhado, passo a passo, com autarcas de todas as forças políticas, estabelecemos consensos e nunca embarcámos em tiradas políticas fáceis, mas inóspitas de resultados”, afirmou Pedro Magalhães Ribeiro, reconhecendo “a disponibilidade dos eleitos políticos, de todos os quadrantes, para que hoje possamos dar estas contas ao Cartaxo”.
 
Fernando Amorim apresentou informação detalhada
A prestação de contas do município foi feita, de modo exaustivo, pelo vice-presidente da Câmara, Fernando Amorim, responsável pelos pelouros de gestão e finanças e de recursos humanos. O autarca descreveu todos os indicadores, quer os que constituem o balanço social do município, quer os que constituem o relatório de gestão. 
 
Para Fernando Amorim, que fez a análise patrimonial e a análise orçamental das contas, mas também a análise detalhada da execução do FAM (fundo de Apoio Municipal), “uma das ferramentas financeiras a que o Cartaxo recorreu para devolver equilíbrio estrutural às suas contas”.
 
Para além da execução orçamental “de 89% em 2017, que cumpre o propósito que sempre tivemos de que os orçamentos municipais fossem transparentes e cada vez mais de acordo com a realidade”, o autarca destacou o resultado líquido positivo – “o melhor desde 2011” –, assim como, a redução do passivo total “ou do passivo exigível de curto, médio e longo prazo que reduziu 2 milhões 840 mil euros”.
 
Fernando Amorim destacou ainda que “a dívida que transitou do orçamento de 2017 para o orçamento de 2018, foi de 705 mil euros, enquanto o valor transitado em dívida para o orçamento de 2014, foi de 29 milhões 172 mil euros o que “com humildade, mas confiança, considero que demonstra a dimensão do que enfrentámos e o resultado que alcançámos”.
 
No que respeita ao balanço social, o vice-presidente da Câmara deixou como principais preocupações “o aumento da idade média dos trabalhadores, que é de 55,5 anos”, e que influencia o absentismo por doença ou o tempo de não trabalho. Fernando Amorim mostrou a evolução do quadro de pessoal, que “entre 2013 e 2017 perdeu 48 trabalhadores, só em 2017 são menos 16 pessoas com as quais podemos contar”, destacando a importância dos procedimentos contratuais em curso, “também estes impossíveis sem contas equilibradas”.

Os documentos – Demonstrações Financeiras e Relatório de Gestão 2017 – serão deliberados no dia 26 de abril, na sessão da Assembleia Municipal.
 
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