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Biblioteca Marcelino Mesquita renovada

Lançamento de livros, projetos de teatro para a infância e juventude e uma feira do livro usado, estão já agendadas até ao final do ano. Em 2018 a Biblioteca vai ter programa e agenda cultural própria.


 ​Pedro Magalhães Ribeiro afirma que investimento superior a 35 mil euros devolve “segurança e sustentabilidade ao edifício” e permite ao Município expor com dignidade o espólio que Eduardo Rosa Mendes, Jorge Maltieira e José Tagarro doaram à Câmara Municipal do Cartaxo, que passa a estar reunido no novo Salão das Artes.

• Jardim devoluto foi recuperado para ser Jardim​ das Letras e passará a ser espaço privilegiado para eventos culturais ligados “à literatura e às artes”, conforme afirmou Elvira Tristão, vereadora responsável pelo pelouro da Cultura. O Projeto Éden Acústico foi o primeiro a pisar o jardim na inauguração do espaço.

• A autarca destacou a importância de “estabelecermos parcerias com pessoas e instituições” para que a Biblioteca seja “uma casa comum e habitada. A nossa casa comum”.


 Luís Rosa Mendes e família (neto do Mestre Eduardo Rosa-Mendes)
 Elvira Tristão - Vereadora Área da Cultura
 Miguel Montez Leal - Presidente Comissão das Comemorações do Bicentenário do Concelho
 Pedro Magalhães Ribeiro - Presidente da Câmara Municipal
DESCARREGUE AQUI O GUIÃO DA EXPOSIÇÃO​​​
O fim de tarde do dia 11 de novembro foi recebido na Biblioteca Municipal Marcelino Mesquita, como um “dia há muito esperado. Hoje realiza-se um sonho de muita gente e que tem uma longa história”, conforme assegurou Miguel Montez Leal – que presidiu à Comissão das Comemorações do Bicentenário do Concelho –, na inauguração da que passará a ser a exposição “residente do Salão das Artes”. 

Vinte e nove obras assinadas por Eduardo Rosa Mendes, Jorge Maltieira e José Tagarro, pintores naturais ou residentes no Cartaxo, de um total de cinquenta doadas pelos artistas à Câmara Municipal, estão agora reunidas num só espaço “com a dignidade que lhes devemos”.

Miguel Montez Leal confessou que “desde a primeira reunião que a Comissão teve nesta sala, a ideia que mais defendi, o meu sonho mesmo, foi devolver este espaço ao Cartaxo, devidamente reabilitado e abrir o jardim ao público”.  O historiador, também ele natural do Cartaxo, conhecedor profundo da história da Biblioteca, lembrou aos presentes o percurso desta ao longo da história do Cartaxo, a doação do edifício por António Mesquita, irmão de Marcelino Mesquita, assim como, as intervenções que o edifício teve ao longo do tempo, referindo que o último restauro terá ocorrido em 2004, “quando a Câmara adquiriu o edifício contíguo e ampliou o espaço”. Miguel Montez Leal apresentou também as obras expostas e os seus autores, quer o seu percurso pessoal, quer a relevância que cada um teve na história da arte.

Elvira Tristão, vereadora responsável pelo pelouro da Cultura, deu as boas vindas a mais de meia centena de pessoas que estiveram presentes na inauguração da exposição e do espaço, com uma citação de Cícero - “se temos uma biblioteca e um jardim, temos tudo” -, afirmando que “temos uma biblioteca, dedicada à literatura e ao conhecimento; temos um jardim; e temos ainda um salão das artes”, faltando doravante animar esses espaços. 

Para a autarca um dos maiores desafios que se coloca à Biblioteca “é esta ser um lugar habitado”, o que será possível se “soubermos estabelecer parcerias com pessoas e com instituições”, que “possam trazer os seus projetos culturais e artísticos para dentro da Biblioteca Marcelino Mesquita, se soubermos ser parceiros no apoio às artes e ao legado cultural que cada uma destas pessoas nos pode oferecer e se o soubermos fazer com a mesma abertura que levou o Cartaxo a aceitar com humildade o legado que estes três artistas, que hoje homenageamos, nos deixaram”.

Lançamento de livros, projetos de teatro para a infância e juventude e uma feira do livro usado, estão já agendadas até ao final do ano – no dia 2 de dezembro, Berta Pereira apresentará o seu projeto Histórias com Teatro Dentro e Ana Cristina Simão apresentará o seu livro, Menina dos Ossos de Cristal. Em 2018 a Biblioteca vai ter programa e agenda cultural própria.

Já para o presidente da Câmara Municipal, Pedro Magalhães Ribeiro, o principal papel da Biblioteca “será sempre o de ser a casa dos livros, espaço de estímulo à leitura e à divulgação do livro e da literatura, enquanto promotores do conhecimento, mas também da tolerância, da defesa da liberdade de expressão, do respeito pelas diferenças de cada indivíduo e de cada cultura, valores maiores na construção de uma comunidade e de uma sociedade democrática”. 

Distinguindo a relevância da literatura na formação dos jovens, o autarca, referiu que a “dignidade que estamos hoje a dar a estes dois legados, ao espólio de três pintores e ao edifício que foi a casa de António Mesquita”, deve ser “acompanhada pela importância que devemos dar aos jovens que aqui queiram mostrar o seu trabalho artístico”, porque este “espaço deve ser testemunho da nossa história, mas também deve estar ao serviço do futuro da nossa comunidade”.


Obras estruturais em todo o edifício dão lugar a dois espaços renovados
Resultado das obras estruturais que decorreram no edifício durante 2017, a Biblioteca Marcelino Mesquita dispõe agora de dois espaços que foram reconvertidos – os novos Salão das Artes e Jardim das Letras. Para o presidente da Câmara “o investimento na renovação da Biblioteca, um pouco superior a 35 mil euros”, permite recuperar para o “público a utilização de dois espaços centrais, a sala de exposições e o jardim, para além de devolver segurança, dignidade e sustentabilidade ao edifício”.

Iniciadas no segundo trimestre do ano, as obras incluíram intervenções profundas em todas as salas que constituem a área da biblioteca. Problemas que se “arrastavam há anos, devidas essencialmente à humidade vinda do solo, através das próprias fundações do edifício”, explicou Pedro Magalhães Ribeiro, para quem “a intervenção na biblioteca foi sempre uma das prioridades, era necessário intervir logo que conseguíssemos alguma disponibilidade financeira.

O autarca lembrou que as argamassas de reboco estavam muito degradadas, a madeira dos rodapés e dos socos das portas interiores estavam apodrecidos, parte do pavimento original da sala que é também espaço museológico e o da área de entrada estavam tão danificados que a própria estrutura resistente estava a ceder, a iluminação era inexistente em espaços como o sótão e insuficiente em áreas de acesso público.

Entre as muitas intervenções estruturais, Pedro Magalhães Ribeiro destacou o investimento na “criação de caixas de ar ventiladas que passam a envolver todas as paredes até três metros de altura, a substituição de partes dos soalhos que se encontravam apodrecidas, quer as visíveis, quer as que são estruturas de suporte”. As intervenções ao nível da iluminação interior e exterior do edifício “foram também uma preocupação desta intervenção” – no interior do edifício, foi substituída a cablagem elétrica, tal como a informática, criando soluções no interior das paredes, e foi substituída toda a luminária das salas intervencionadas por tecnologia LED – incluindo os lustres antigos.

No jardim do edifício, que se encontrava quase devoluto, foi instalada iluminação de exterior e rega automática, aproveitando a reorganização do espaço que implicou a reconstrução de caminhos, eliminação de infestantes e criação de canteiros constituídos por plantas de baixa manutenção e rega, como cedros, alfazemas e buxo.
 
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