A história dos forcados tem início em 1836, quando D. Maria II, por decreto régio, proibiu os touros de morte na arena. Assim, para finalizar a lide, passaram os monteiros ou alabardeiros a pegar os touros.
Monteiros ou alabardeiros eram moços que, deixando as alabardas para não ferir o touro, defendiam, na arena, o acesso à escadaria real, com os seus forcados de mosquetes, comandados por um cabo.
Dado os bastões com que defendiam o acesso à escadaria real terminarem em forcados, passaram a ser denominados por moços forcados e 1837 terá sido o ano do aparecimento oficial e regular dos grupos de forcados nas arenas portuguesas, especialmente no Ribatejo e Alentejo, onde se constituíram os primeiros grupos.
Antes de mais, um Grupo de Forcados é um grupo de amigos que a paixão pela pega de um touro uniu. Ninguém é forcado por si só, descontextualizado do Grupo, sendo que figura primeira de qualquer grupo de forcados é o cabo, que o comanda. É ele o garante dos valores, dentro e fora da praça, o responsável por todo o Grupo e é a ele que cabe a responsabilidade de preservar todas as tradições, assim como a de fazer a ponte entre os antigos e os actuais membros do Grupo.
Estes são os forcados amadores que, por oposição aos acima referenciados e já extintos, surgem de uma reacção natural e humana da burguesia e da aristocracia, face ao sucesso que a plebe, através do forcado profissional, obtinha na praça.
Normalmente, a sua carreira tinha uma duração de cerca de 20 anos e, como uma espécie de introspecção, usufruíam intensamente da escola de solidariedade, altruísmo, camaradagem, valentia e estoicismo que esta vivência lhes proporcionava.
De salientar que os forcados amadores só pegavam em corridas de beneficência e touros de ganadarias, não apresentando qualquer tipo de despesa às entidades organizadoras e, mesmo no fim de aparecerem representantes, em busca do lucro pessoal de que poderiam beneficiar, dispostos a promovê-los, o seu estatuto de amador permaneceu e, ainda que, por considerarem justo, passassem a apresentar as despesas de alimentação e deslocação ao seu representante, a maioria das suas apresentações manteve sempre uma finalidade de solidariedade.
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