As obras no Tribunal do Cartaxo, exigidas há muito pela Câmara Municipal foram adjudicadas há mais de um ano, mas segundo Paulo Caldas, presidente da autarquia, demoraram a arrancar e “continuam a ser uma preocupação, porque não só estão a decorrer com uma demora que não se entende e não tem sido justificada, como não prevêem os espaços que este município merece e necessita – como o Balcão de Registos, na sua plenitude e versão moderna”.
Paulo Caldas afirmara no início de 2009 que “a exemplo do que o Ministério assegurou em municípios vizinhos, como Santarém, Rio Maior e Vila Nova da Barquinha, o Tribunal do Cartaxo tem de contar com um Balcão Único/Loja de Registos”. O edil exigiu ao Ministério, desde o início do projecto de remodelação, esta valência, tendo afirmado que “o Cartaxo não pode ficar fora desta modernização administrativa. Num conjunto de obras e beneficiações que quase atinge 3 milhões de euros, não pode deixar de estar contemplado este tipo de serviço, há que garantir que esta é uma intervenção para o futuro.”
O Balcão Único/Loja de Registos, que contempla, entre outros, 4 serviços: Cartão Único na hora, ilimitado; divórcios com partilha na hora; Registo Comercial e Predial e Automóvel na hora e Empresa na hora, não faz parte da obra que está a decorrer.
Em Junho de 2009, quando as obras tiveram início, Paulo Caldas voltou a exigir a alteração ao projecto inicial, afirmando que “o Cartaxo é um concelho moderno e em crescimento, tenho de lamentar que numa obra desta envergadura em termos de recursos humanos e de investimento envolvidos, este Balcão não tenha sido considerado. Este é um erro crasso. O concelho é merecedor deste serviço, necessita dele e este é o momento certo para o fazer. Estão a desperdiçar-se recursos e tempo. Não se pode deixar este Balcão para uma hipotética segunda fase, que não sabemos quando e se acontecerá”.
Explicando a necessidade da reunião solicitada ao Ministro, Paulo Caldas, afirmou que apesar de se “congratular com o início das obras no ano passado, não posso deixar de continuar a exigir aquilo que é essencial à organização e Modernização Administrativa do concelho, assim como, a necessidade de discussão com o dono de obra, para que o que se está ali a fazer possa vir a estar integrado na remodelação do próprio parque central, e de dar pessoalmente testemunho ao Ministro da Justiça, da minha preocupação com o atraso das obras que, estou convicto, está a prejudicar não só os utentes, mas também o trabalho dos funcionários que desempenham funções no Tribunal do Cartaxo”.
A Câmara Municipal tem disponibilizado os seus serviços de Planeamento e Administração Urbanística, assim como os de Obras e Equipamentos Municipais, fiscalização e trânsito, ao Ministério, para toda a colaboração e apoio que este entende por necessário para que - enquanto a obra estiver no terreno -, o impacto e incómodo para os munícipes seja o menor possível.