Foram assinados ontem, dia 8 de Abril, na Adega de Vale d’ Algares, em Vila Chã de Ourique (Cartaxo), os protocolos de parceria entre a Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (ERT-LVT) e os 11 municípios da região da Lezíria – Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém.
Joaquim Rosa do Céu, presidente da ERT-LVT, sublinhou que estes protocolos são o resultado de uma “estratégia de parceria activa dos municípios” e que cada documento reflecte os desafios e a realidade concreta de cada município. No seu conjunto, os protocolos traduzem “as diferentes visões do território na estratégia global para a região”.

“Não temos aqui um somatório de protocolos, mas sim uma visão do turismo que se aplica a cada um dos municípios”, frisou Joaquim Rosa do Céu, que defende que o turismo “tem de ser uma evidência, tem de ser melhor distribuído, integrar mais recursos, mais geografias e mais locais. Tem de existir uma maior proximidade e uma maior complementaridade”, afirmou.
Paulo Varanda, vice-presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, na qualidade de anfitrião desta cerimónia, sentou-se na mesa ao lado de Joaquim Rosa do Céu e José Sousa Gomes, presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT).
Para o vice-presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, “é fundamental criar um grande objectivo que potencie a área do turismo, que faça com que afirmemos, inequivocamente, as nossas qualidades a nível nacional”.
Uma maior e melhor divulgação do património e dos produtos característicos de cada município é o objectivo geral deste compromisso estabelecido entre a ERT-LVT e as Câmaras Municipais. No que concerne ao concelho do Cartaxo, as especificidades deste protocolo apontam a área do vinho e a zona ribeirinha do Tejo como principais prioridades.

“Queremos apostar mais na nossa ruralidade, focada no vinho e na vinha, que são os eixos fundamentais do projecto Cartaxo – Capital do Vinho. Queremos levar este projecto ainda mais para o terreno e torná-lo ainda mais reconhecido a nível nacional e internacional. Queremos também criar um grande palco virado para o Tejo. A freguesia de Valada aguarda por uma intervenção profunda que valorize as potencialidades da zona ribeirinha”, afirmou Paulo Varanda.
Enquanto presidente da CIMLT, José Sousa Gomes espera que estes protocolos “não sejam apenas um acto simbólico”, mas que sejam o primeiro passo para criar aquilo que os municípios da região aspiram – “a promoção da região enquanto destino turístico complementar à grande metrópole de Lisboa”.
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