A Ereira comemorou o Dia da Freguesia nos dias 11 e 12 de Setembro. O sábado ficou marcado por um conjunto de iniciativas tipicamente ribatejanas, ligadas ao mundo do touro e do cavalo, envolvendo condução de cabrestos, picarias e até um treino de forcados.
No domingo, a população voltou a juntar-se, mas para as cerimónias solenes. Após uma missa onde foram recordados os ereirenses já falecidos, decorreu na Junta de Freguesia uma sessão na qual foram homenageados quatro ereirenses que prestaram serviços relevantes à comunidade e foi feito o lançamento da segunda edição do livro “Ereira – Uma Aldeia no Concelho do Cartaxo”.
A presidente da Assembleia de Freguesia, Fernanda Ramos, abriu a cerimónia, referindo que “estamos a comemorar a arte de planear, a coragem de decidir, a capacidade de concretizar e a nobreza de colocar a Ereira ao serviço de todos os ereirenses”, acrescentando que “cabe-nos a todos fazer da Ereira uma grande aldeia do concelho do Cartaxo”.
Para João Mota, presidente da Junta de Freguesia, este dia é propício “à reflexão e ao reconhecimento dos pequenos e grandes actos feitos pelos ereirenses”. O autarca apelou ainda ao “espírito de união” da população, para que todos juntos façam da freguesia uma “grande família”.
Constatando a grande adesão da população a estas comemorações, o vereador da Câmara Municipal, Pedro Gil, referiu que a mesma “é sinal de que a Ereira está viva e que as suas gentes estão com a freguesia”. O autarca enalteceu ainda as actividades que se desenvolveram em torno destas comemorações e que envolveram toda a população e atraíram muitos visitantes.
Ereirenses homenageados no Dia da Freguesia
A Junta de Freguesia aproveitou este dia para homenagear quatro personalidades: o Padre Vítor Alcobia, que desde 1999 está ao serviço da Paróquia e tem contribuído para a dinamização do Centro Social e Paroquial; Nazaré Moura, que nasceu em 1928 e tem prestado um grande apoio ao movimento associativo, designadamente ao Centro Paroquial e à Sociedade Filarmónica Ereirense; António Russo, pelo seu apoio dado a praticamente todas as colectividades locais, disponibilizando a sua “arte gastronómica”; e Paulo Ferreira, descendente de um dos fundadores da Sociedade Filarmónica Ereirense e que tem seguido os passos do seu bisavô, tendo colaborado, não só com a Sociedade Filarmónica, como também com os amadores de Teatro.

2.ª edição do livro “Ereira – Uma Aldeia no Concelho do Cartaxo”
Rogério Coito e Carlos Santos publicaram em 1983 uma obra que retrata os principais momentos históricos da aldeia da Ereira. A obra, há muito esgotada, foi reeditada recentemente, tendo merecido a inclusão de novos capítulos.
Carlos Santos explicou que a ideia da criação desta obra partiu de Rogério Coito e que se sentiu lisonjeado pelo convite que lhe foi feito para colaborar num trabalho que teve como objectivos “homenagear todos os ereirenses, contribuir para o engrandecimento da terra e fazer com que os mais novos possam ter uma ideia do que foi a Ereira noutros tempos”.
Rogério Coito foi agora o autor da parte mais recente do livro. Seguindo a mesma linha condutora da primeira edição, “baseada em relatos do povo, em histórias de vida, no labor da sua gente”, foram introduzidos novos temas como a escola – fazendo referência às várias gerações de alunos –, o médico da aldeia, o teatro, as colectividades, o desporto, a I e II Guerra Mundial, a figura do Regedor e outras notas históricas, como a passagem de Nuno Álvares Pereira pela Ereira.
Rogério Coito fez ainda referência à importância da preservação dos documentos históricos e agradeceu o contributo da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal, entidades que colaboraram na 2.ª edição deste livro.
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