O Auditório Municipal da Quinta das Pratas, no Cartaxo, recebeu no dia 26 de Março o XXI Encontro Nacional de Associações de Defesa do Ambiente, com o tema “Que Modelo de Desenvolvimento?”, organizado pela EcoCartaxo e Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente, com o apoio da Câmara Municipal do Cartaxo.
Associações e entidades de defesa ambiental de todo o país reuniram-se durante este dia para reflectir sobre os modelos mais sustentáveis de desenvolvimento.
A agricultura biológica, o decrescimento como componente de um modelo alternativo, a qualidade de vida com menores consumos de energia, a iniciativa “Amo Portugal”, a defesa do Tejo e o conceito “pensar global, agir local” foram os principais temas apresentados e colocados a debate.
O vice-presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Paulo Varanda, esteve entre os oradores deste encontro. O autarca agradeceu à Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente o facto de ter escolhido o Cartaxo para acolher este encontro, tanto mais que se trata de um concelho “orgulhosamente rural, onde o tema do vinho, do vinha e do mundo rural afirmam a sua identidade e constituem importantes vectores na estratégia de desenvolvimento local”, sublinhou.

Paulo Varanda enalteceu também o contributo das associações do concelho, nomeadamente da Eco-Cartaxo, na defesa da cultura e do ambiente e na promoção de boas práticas. “Continuamos a contar com o apoio destas associações e da nossa população – que se tem mostrado cada vez mais pró-activa – para que juntos consigamos um desenvolvimento mais sustentável para o nosso concelho”, acrescentou.
Na sua comunicação, Paulo Varanda centrou-se no actual modelo de desenvolvimento económico e nos “conflitos” que colocam em causa o conceito de desenvolvimento sustentável. “Acredito que a trajectória pode ser corrigida, através de uma atitude participativa mais colectiva e de uma partilha da responsabilidade social e ambiental. Temos de reinventar equilíbrios para valorizarmos o triângulo economia, ambiente, comunidade”, reforçou.
Para João Caninas, da Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente, trazer este encontro até ao Ribatejo tem um significado: “temos de nos aproximar mais do meio rural, quem sabe se não é aí que conseguimos encontrar uma solução para sairmos da crise. É preciso valorizar a agricultura sustentável e de subsistência”, afirmou.