2011-11-04
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EXPOCARTAXO ORGANIZA DIA ABERTO ÀS EMPRESAS
Fitoquímica e Arcelor Mittal foram as empresas que abriram as portas dando a conhecer a sua actividade, as dificuldades que enfrentam e as expectativas quanto ao futuro |
No âmbito da ExpoCartaxo 2011, realizou-se no dia 31 de Outubro o Dia Aberto às Empresas, que contemplou a visita a duas empresas do concelho – Fotoquímica S.A. e Arcelor Mittal S.A. A incitativa, organizada pelo Núcleo da Nersant do Cartaxo, em parceria com a Câmara Municipal, juntou técnicos do Centro de Emprego e Formação Profissional, representantes da área da banca, autarcas, empresários e responsáveis pelas forças de segurança. Para Jorge Pisca, presidente do Núcleo da Nersant do Cartaxo, a habitual visita às empresas do concelho “é um dos pontos altos da ExpoCartaxo, porque permite conhecer a realidade das empresas, ouve-se muito falar dos agentes económicos locais mas muitas vezes não temos noção da sua dimensão e importância”. Paulo Varanda, vice-presidente da Câmara Municipal, fez também parte da comitiva que visitou as duas empresas. O autarca assegurou que irá envidar esforços para que estas iniciativas “sejam valorizadas, porque fortalecem os nossos conhecimentos sobre o que se fez, o que se faz e o que se pretende fazer em várias áreas de actividade”. Paulo Varanda voltou a sublinhar também a intenção da autarquia de reforçar a parceria com a Nersant, que tem vindo a ter um papel importante na vertente empresarial como “grande força de apoio”. Foi também neste Dia Aberto às Empresas que Paulo Varanda afirmou que a Câmara Municipal pretende valorizar a área empresarial através do Gabinete de Apoio à Empresa, estreitando as relações entre o poder local e as empresas e ajudando os empresários com uma atitude “mais pró-activa”. Ou seja, “o município quer constituir-se como a charneira de ligação entre os vários parceiros”, afirmou. Fitoquímica está no concelho do Cartaxo desde 1974 A Fitoquímica, situada na freguesia de Vale da Pedra, dedica-se actualmente ao embalamento de produtos agroquímicos. Tem 31 efectivos e nos últimos três, quatro anos tem vindo a conseguir alcançar mercados fora de Portugal, sendo que 46% do serviço de embalamento é prestado a empresas estrangeiras. Por ano, a Fitoquímica produz entre 4 a 5 milhões de embalagens, sendo que os agroquímicos para o cultivo da vinha têm uma representação significativa – a área da vinha representa mais de 30% do consumo de agroquímicos em Portugal. “Ter qualidade e ser honesto” é a fórmula que a empresa utiliza para vender o seu serviço. Já a flexibilidade é uma das suas principais estratégias. “Temos equipamentos que não são utilizados mais do que 20% ao ano, mas tem que ser assim, porque o que nos interessa é a diversidade, não muita produtividade”, revelou Álvaro Morgado, director industrial. O tratamento de resíduos “é mais uma fábrica dentro da fábrica”. Segundo o director industrial, “a Fitoquímica não só está a cumprir com as normas de segurança e ambiente, como está muito acima disso”. As “condições óptimas” em que opera são também uma exigência dos seus clientes. “Como trabalhamos para empresas terceiras, muitas delas multinacionais, elas próprias são os nossos auditores de qualidade, e são mais exigentes do que qualquer directiva legislativa”, afirmou. Relativamente à segurança e à protecção ambiental, Álvaro Morgado frisou que a filosofia de trabalho da empresa “é ter meios para evitar hipotéticos problemas ambientais”. Nesse campo, tem havido uma “ligação muito estreita” com os Bombeiros Municipais do Cartaxo, que ministraram formação a todos os funcionários. Metade do lucro da empresa destina-se a custos com o pessoal. Perante as actuais dificuldades económico-financeiras, Álvaro Morgado afirmou que a empresa está “a viver de uma forma modesta, sem luxos”. Contudo, se o mercado baixar 10 ou 15%, a empresa poderá vir a considerar a redução de pessoal. Segurança no trabalho é prioridade na Arcelor Mittal A Arcelor Mittal S.A. tem três lemas: segurança, qualidade e serviço. “Talvez por isso ainda hoje estamos em actividade”, referiu a directora geral Luzia Nascimento. Situada na freguesia de Pontével, a unidade industrial é uma filial de uma empresa que está representada em vários pontos do globo e está no mercado da construção, produzindo revestimentos de fachadas e de coberturas (perfis e “painéis sanduíche”). Quarenta e cinco trabalhadores, divididos em dois turnos, asseguraram 16 horas de trabalho na Arcelor Mittal. Em 2007, o volume de negócios da empresa foi de 29 milhões de euros. Actualmente é de 17 milhões de euros, uma redução que se deve à recessão do país e às insolvências de muitas empresas da área da construção civil. Apesar dos tempos difíceis, Luzia Nascimento afirmou que “os trabalhadores podem estar perfeitamente descansados”, uma vez que não faz parte da estratégia da empresa a redução de pessoal. Com uma unidade industrial onde foi investida tecnologia de ponta, a Arcelor Mittal foi considerada em 2007 a melhor empresa do sector do distrito de Santarém. Foram criadas “excelentes condições de trabalho” e as regras são respeitadas religiosamente por todos os funcionários. “Para isso não é preciso usar a força. É preciso comunicar e saber ouvir”, afirmou a directora geral, cuja capacidade de liderança e experiência acumulada a levam a considerar que “todas as empresas têm de ter um bom capitão”. Por outro lado, “uma empresa gerida por uma mulher é sempre diferente. As mulheres são mais perspicazes, mais organizadas e comunicam melhor”, acrescentou.
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