Menú Principal selecione para saltar este menú
links ajuda mapa do site
pesquisa
ok
Menú de Cabeçalho selecione para saltar este menú
Página Inicial > Informação > Notícias > n_bombeiros_74_aniversario
2010-11-30

74.º ANIVERSÁRIO DOS BOMBEIROS MUNICIPAIS DO CARTAXO

Comandante dos Bombeiros apela à concretização de "um modelo organizativo que maximize o socorro e diminua os custos" Bombeiros homenageados pela Liga dos Bombeiros Portugueses durante a cerimónia oficial Comandante Mário Silvestre eleito pela corporação como Bombeiro do Ano

Os Bombeiros Municipais do Cartaxo comemoraram no dia 27 de Novembro o seu 74.º aniversário. As comemorações envolveram uma cerimónia oficial, na qual foram homenageados e condecorados Bombeiros da corporação, a completar as cerimónias a Fanfarra desfilou pelas ruas da cidade, e teve lugar um desfile apeado do corpo de Bombeiros, um desfile de viaturas pelas ruas da cidade e um almoço de convívio.

O Presidente da Câmara, Paulo Caldas, que presidiu às comemorações, elogiou o trabalho dos elementos da corporação afirmando que “não esquecendo todos os que ao longo destas décadas contribuíram para a força crescente da corporação – dos políticos eleitos em vários mandatos, passando pela população que sempre deu o seu contributo, até às famílias de todos os bombeiros e bombeiras que os sabem apoiar – tenho de afirmar que a construção do que hoje esta corporação representa, se deve a cada um de vós – são vocês que permitem que durmamos descansados”, acrescentando que “todo e qualquer cêntimo investido nesta corporação é um cêntimo investido na segurança e no bem-estar dos nossos concidadãos. Não são cêntimos gastos, são cêntimos ganhos”.

Na passagem de mais um aniversário, o comandante dos Bombeiros Municipais do Cartaxo, Mário Silvestre, foi eleito pelos elementos da corporação como o Bombeiro do Ano – prémio instituído há quatro anos -, que recebeu com visível emoção e surpresa.

Mário Silvestre referiu que é importante “recordar os feitos e as vivências passadas, mas também é altura de perspectivar o futuro e de estabelecer objectivos que nos permitam crescer, tanto a nível interno como em termos de notoriedade para o exterior”, acrescentando que “não basta o nosso reconhecimento em conversas de ocasião, o que necessitamos é da materialização da nossa condição de pilar essencial do sistema”.

Fazendo uma analogia em relação ao corpo humano, Mário Silvestre considerou que os Bombeiros “são a coluna vertebral de todo o sistema, os órgãos vitais e os membros de um corpo que, como é óbvio, também tem outros constituintes”. E a propósito da importância da sua acção e das políticas nacionais, o comandante defendeu que “o sistema de Protecção Civil em Portugal necessita de um estudo profundo, que estabeleça definitivamente uma linha de conduta para o futuro”.

“Num país que atravessa uma crise sem precedentes, em que se fala constantemente em cortes de despesa, parece não existir a capacidade ou a vontade para, de uma vez por todas, encontrar um modelo organizativo que maximize o socorro e diminua custos”, afirmou Mário Silvestre.

Em relação à atribuição de novas viaturas a corporações de Bombeiros, Mário Silvestre lançou ainda o repto para que “se efectuem as devidas análises e se estabeleçam rácios de eficiência entre o investimento e a capacidade operacional. Que esta avaliação estabeleça um ranking e que o financiamento do Estado seja indexado ao posicionamento que os corpos de Bombeiros detêm no mesmo”.

Considerando os incêndios florestais um dos mais graves flagelos nacionais, Mário Silvestre defende que “a palavra de ordem para este e outros problemas é a prevenção, contudo, gostaria que se pensasse em encontrar o ponto de equilíbrio entre prevenção e combate, ou seja, até onde é que se deve investir em prevenção e a partir de que ponto é mais rentável e viável investir em combate”, reforçou.

Formação é uma das principais apostas dos Bombeiros do Cartaxo
A pensar na valorização dos seus recursos humanos, os Bombeiros Municipais estão envolvidos na 2.ª edição de um Curso CEF para Bombeiros – com 12 elementos, que garante a equivalência ao 9.º ano e um certificado de aptidão profissional – e, pela primeira vez, na realização de um curso de técnicos de Protecção Civil de nível 3, que conta com 24 elementos.

Estes cursos decorrem com parceiras estabelecidas com a EB 2,3 de Pontével e a Escola Secundária do Cartaxo.

A pensar ainda na formação e na dinamização das camadas mais jovens, a corporação vai abrir durante o mês de Janeiro uma escolinha de infantes e cadetes, para jovens com idades entre os 10 e os 17 anos (ver caixa).

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

BOMBEIROS MUNICIPAIS DO CARTAXO APOSTAM NA CRIAÇÃO DE UMA ESCOLA DE CADETES E INFANTES
Os jovens com idades entre os 10 e 17 anos já podem efectuar a sua inscrição junto da corporação

Plano de formação tem como base a componente cívica e os procedimentos básicos de emergência e socorro

Além do contributo para criar uma maior cultura de segurança no Município, este projecto pretende também “incutir o bichinho do bombeiro” nos mais jovens

Os Bombeiros Municipais do Cartaxo estão a criar uma Escola de Cadetes e Infantes, com base num plano de formação que, além das actividades de sensibilização para a emergência e socorro, seja “uma mais-valia em termos cívicos”, afirmou Mário Silvestre, comandante da corporação.

“Nós já fazemos recrutamento de jovens ao nível da fanfarra – neste momento temos cerca de 30 miúdos na fanfarra, com idades compreendidas entre os 5 e os 17 anos – mas notamos que muitos deles demonstram mais interesse pelo próprio ambiente do quartel do que pela música. Eles têm muita predisposição para os bombeiros”, constatou o comandante.

Foi para dar resposta a esse interesse e “incutir o bichinho dos bombeiros” noutros jovens, que surgiu este novo projecto dos Bombeiros do Cartaxo. O universo de recrutamento situa-se entre os 10 e os 17 anos de idade e os interessados têm apenas que contactar a corporação e efectuar a sua inscrição. “Se tudo correr bem, a Escola começará a funcionar em Janeiro do próximo ano”, avançou Mário Silvestre.

Enquanto os voluntários com mais de 18 anos ingressam na carreira de bombeiro, fazendo serviço operacional, o programa de formação dos cadetes e infantes “irá sempre ter como base a componente de formação cívica, depois, irá envolver a sensibilização para os primeiros socorros, combate a incêndios, utilização de extintores, segurança rodoviária, procedimentos básicos em termos de actuação do sistema de socorro em Portugal, entre outras áreas”, explicou o comandante.

O programa será complementado com visitas ao exterior do quartel, como por exemplo, ao CDOS – Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, com o contacto com os meios aéreos na altura dos fogos florestais, assim como com assistir a actividades de socorro a náufragos no Tejo, entre outras meramente lúdicas, que visam reforçar o espírito de corpo e criar uma relação saudável entre as crianças/adolescentes.

“Os miúdos que ingressarem na escola vão receber um fato-macaco, boné e cinturão. Vamos identificá-los à partida com a causa dos bombeiros. A partir daí, será desenvolvido um conjunto de actividades de formação, sempre dentro da perspectiva da emergência, do socorro e do modelo cívico”, acrescentou Mário Silvestre, reforçando que “o objectivo é fazer com que os pais tenham um local onde deixar os filhos, junto de alguém que se responsabiliza por eles e que os vai acompanhar num processo formativo”.

Para o comandante dos Bombeiros Municipais do Cartaxo, este projecto irá contribuir para “criar uma maior cultura de segurança no município, porque a melhor maneira de o fazer é através das crianças. Vamos fazer com que elas sejam também o porta-voz junto da comunidade. E nós temos gratas experiências junto das escolas, pelo trabalho que temos vindo a realizar no âmbito dos planos de emergência”.

Ao mesmo tempo, a corporação pretende fomentar uma dinâmica para formar e recrutar bombeiros para o futuro. “Se isto resultar na disponibilidade destes jovens para mais tarde ingressarem na corporação como bombeiros, tanto melhor. Não deixa de haver aqui um objectivo nosso de tentar começar a formar, desde tenra idade, recursos humanos que, eventualmente, nos poderão servir no futuro enquanto bombeiros desta casa”, afirmou Mário Silvestre.

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

BOMBEIROS HOMENAGEADOS
Medalhas atribuídas pela Liga dos Bombeiros Portugueses

Medalha de Assiduidade Grau Cobre, por cinco anos de bons e efectivos serviços
Dominico Bruno Domingues Lage (Bombeiro de 3.ª classe)
Fábio Alexandre Salvador Caria (Bombeiro de 3.ª classe)
Ana Rita Sacramento Mendes (Bombeiro de 3.ª classe)
Jorge Manuel Trindade Cordeiro (Bombeiro de 3ª classe)
Tiago Luis Barata (Bombeiro de 3.ª classe)
Ângela Cristina Martins Vaz (Bombeiro de 3.ª classe)

Medalha de Assiduidade Grau Prata, por 10 anos de bons e efectivos serviços
António Joaquim Melo Catarino (Bombeiro de 3.ª classe)

Medalha de Assiduidade Grau Ouro, por 15 anos de bons e efectivos serviços
Vítor Manuel Figueiredo dos Reis (Adjunto de Comando)
Paulo Alexandre Ricardo Pêgo (Bombeiro de 3.ª classe)

Medalha de Assiduidade Grau Ouro, por 20 anos de bons e efectivos serviços
Paulo Jorge da Silva Nunes (Bombeiro de 3.ª classe)

Medalha de Dedicação, por 25 anos de bons e efectivos serviços
Francisco Manuel Calção Alves (Bombeiro de 3.ª classe)



» FOTOGALERIA



« voltar |  imprimir



União Europeia - FEDERPrograma Operacional Sociedade do Conhecimento Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo[D]