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2011-02-15

CARTÁGUA – ÁGUAS DO CARTAXO, S.A. ASSEGURA SERVIÇO DE QUALIDADE DE ÁGUAS E SANEAMENTO E VIABILIZA INVESTIMENTOS DE CERCA DE 15 MILHÕES DE EUROS

  • EPAL e Concessão foram a melhor opção para assegurar um sistema, a 30 anos, de saneamento e abastecimento de água de qualidade no concelho, reafirma Paulo Caldas
  • Cartaxo possui efectivamente uma das tarifas de água mais baixas da região e do país
  • Investimento de 15 milhões de euros permite completar e reestruturar toda a rede de águas e saneamento das oito freguesias do concelho

No dia 14 de Fevereiro, no Centro Cultural do Cartaxo, foi apresentada publicamente a Cartágua – Águas do Cartaxo S.A., empresa responsável pela Gestão e Exploração dos Serviços Públicos de Distribuição de Água e Drenagem de Águas Residuais do concelho do Cartaxo.

A Cartágua é participada a 60% pela Aquália e a 40% pela Lena Ambiente – Gestão de Resíduos S.A. (Grupo Lena). O contrato de concessão da Gestão e Exploração dos Serviços Públicos de Distribuição de Água e Drenagem de Águas Residuais, entre o Município do Cartaxo e a Cartágua, foi assinado a 18 de Março de 2010 e desde o mês de Outubro que a Cartágua desenvolve actividade efectiva no concelho do Cartaxo, enquanto gestora do serviço de águas e saneamento.

Esta apresentação pública da empresa contou com a presença do presidente e vice-presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Paulo Caldas e Paulo Varanda, respectivamente, de Jesus Rodriguez, delegado da Aquália em Portugal, Miguel Henriques, presidente do Conselho de Administração da Lena Ambiente S.A., Júlio Bento, administrador da Cartágua, e Artur Vidal, director da Aquália em Portugal, entre outros representantes destas empresas.

O administrador da Cartágua, Júlio Bento, começou por sublinhar que “a empresa será uma parceira fiel do Município do Cartaxo”. Após o momento de transição dos serviços de águas e saneamento da Câmara para a empresa, Júlio Bento defendeu que “qualquer concessionária tem a obrigação e o dever de explicar às populações quem somos, o que queremos fazer e como é que queremos fazer”, dando destaque a um plano de investimentos directos superior a 12 milhões de euros “que irá beneficiar muito as instalações e infra-estruturas, quer de águas, quer de saneamento do concelho do Cartaxo”, acrescentou.

Na qualidade de delegado da Aquália em Portugal, Jesus Rodriguez destacou a capacidade técnica da Aquália na gestão dos serviços de água e saneamento – uma empresa que está a fazer trabalhos em mais de 1200 municípios em todo o mundo, prestamos serviço a mais de 27 milhões de pessoas.

“Para nós é muito importante fazer a gestão dos serviços do município do Cartaxo. O Cartaxo é um pequeno município, comparado com outros servidos por nós, mas o número não importa. Para nós, enquanto empresa, o Cartaxo tem tanta ou mais importância que a gestão de uma região como a própria Lisboa”, afirmou Jesus Rodriguez, garantindo que “a Cartágua irá desenvolver uma gestão positiva, eficaz, óptima, responsável e muito profissional no concelho do Cartaxo”.

Como principal base do trabalho desenvolvido, Jesus Rodriguez sublinhou ainda que “o mais importante são as pessoas e os profissionais que estão connosco diariamente. Por isso é muito importante uma gestão orientada para o munícipe. É também muito importante trabalhar com a Câmara Municipal. Temos de caminhar juntos para alcançar os objectivos pretendidos”, reforçou.

EPAL e Concessão foram a melhor opção para assegurar um sistema de saneamento e abastecimento de água de qualidade no concelho, reafirma Paulo Caldas

  • Cartaxo possui uma das tarifas de água mais baixas da região e do país

Para Paulo Caldas, o contrato de concessão da Gestão e Exploração dos Serviços Públicos de Distribuição de Água e Drenagem de Águas Residuais do concelho do Cartaxo foi a melhor opção para o concelho e para os seus habitantes.

“Foi um processo muito longo, que durou sete anos, mas estou certo que tomámos a melhor opção, numa perspectiva de sustentabilidade do sistema, de qualidade do serviço, trabalhadores, da renda, da tarifa e dos investimentos”, afirmou o presidente do Município.

Comparando os tarifários de água dos diferentes municípios da região e também do país, “o município do Cartaxo continua a ter das águas mais barata do país, se não a mais barata, mesmo após introdução de tarifas e taxas legais”, assegurou Paulo Caldas.

Em comparação com as Águas do Ribatejo – modelo intermunicipal abandonado pelo Cartaxo há cerca de três anos e meio – os munícipes do Cartaxo pagam neste momento uma tarifa média de 1,59 euros/m3, ao passo que os municípios integrados nas Águas do Ribatejo têm um tarifário médio na ordem dos 1,72 euros/m3.

Outra realidade apontada por Paulo Caldas diz respeito à renda do património existente, o qual não é cedido pelo Município à Cartágua, continuando a deter a sua propriedade. “Se mantivéssemos a opção intermunicipal, nós iríamos receber de renda 900 mil euros durante os 30 anos, enquanto que o sistema actual permite-nos obter 23 milhões de euros ao longo desse período”, explicou Paulo Caldas.

  • Investimentos de 15 milhões de euros permitem completar e reestruturar toda a rede de águas e saneamento das oito freguesias do concelho

Quanto aos investimentos, a opção Águas do Ribatejo tinha previsto apenas 5,5 milhões de euros, dos quais uma parte – 1,9 milhões de euros – estaria suportada por fundos comunitários, enquanto que a Cartágua compromete-se a investir 15 milhões de euros no concelho – 12 milhões de euros previstos já no seu Plano de Investimentos, sendo que o esforço maior de investimentos será desenvolvido nos primeiros cinco anos, estendendo-se estes investimentos até aos 15 anos da concessão. Contudo, a Cartágua irá, ao longo dos 30 anos da concessão, desenvolver outro tipo de investimentos, que se prendem com a manutenção e funcionamento eficaz de toda a rede de águas e saneamento. 

Dos 12 milhões de euros definidos no Plano de Investimentos da Cartágua, cerca de 5 milhões serão investidos em saneamento básico e os restantes 7 milhões em abastecimento de água. A empresa já começou a desenvolver trabalhos no terreno, procedendo a um conjunto de obras e alterações com vista ao melhor desempenho das infra-estruturas. O objectivo é modernizar toda a rede, contando para isso com uma equipa multidisciplinar e profissional.

Paulo Caldas afirmou que “as prioridades de investimento já estão definidas” e passarão por intervenções em todas as freguesias do concelho, nomeadamente ao nível do saneamento nos Casais da Amendoeira e Casais Penedos (Pontével), na intervenção na cidade da rede e saneamento em baixa (Moinho Saloio e Prioste), ao nível das ETAR’s, fundamentalmente de Casais Lagartos, Ponte do Reguengo/Vale da Pedra, Pontével, Vale da Pinta, Valada e Ereira/Lapa.

“Vamos privilegiar o saneamento em detrimento do abastecimento de água. Já estão a ser feitos muitos investimentos de readaptação e de melhoramento dos sistemas e este ano vai ser investido, pelo menos, 1,5 milhões de euros. É um plano exigente, mas acreditamos que a empresa vai cumprir, para bem do concelho e dos munícipes”, acrescentou Paulo Caldas.

  • Trabalhadores do serviço de Águas e Saneamento da autarquia integrados na Cartágua e com direitos salvaguardados

Os colaboradores que integravam o serviço de Águas e Saneamento da Câmara Municipal “estão perfeitamente integrados nas Águas do Cartaxo. Felizmente houve uma transição salutar, com a defesa dos seus direitos sociais e com a defesa da progressão na carreira”, destacou Paulo Caldas, acrescentando que “dificilmente se preveria uma realidade destas numa situação em que tivéssemos um universo de 800 colaboradores dos diferentes municípios da Lezíria do Tejo a discutirem a entrada numa empresa intermunicipal, parcialmente privatizada”.

“Nos quatro indicadores – tarifa, renda, investimentos e colaboradores – o município do Cartaxo ficou a ganhar significativamente em todas as frentes”, afirmou Paulo Caldas, que não deixou de lembrar também que durante os sete anos em que decorreu o processo para a concessão, o Município não repercutiu – durante esse período de decisão – as tarifas e taxas legais, para não sobrecarregar as famílias do concelho.

“Ao longo destes sete anos não cobrámos cerca de 5 milhões de euros de tarifas aos munícipes, por questões económicas e sociais. Nós entendemos que até o processo estar concluído não devíamos cobrar a tarifa de disponibilidade e as taxas legais que estavam definidas para o sistema. Mas foi uma decisão política, sufragada em Câmara e com conhecimento público. Obviamente que com a concessão, estas tarifas legais impõem-se e a empresa concessionária não pode deixar de as cobrar”, esclareceu Paulo Caldas.

A exigência dos munícipes é para Paulo Caldas uma característica especial do concelho.
“As pessoas são exigentes, e ainda bem. É necessário – e a empresa já assegurou isso - melhorar a comunicação, fazer um contacto mais directo, mostrar que os investimentos estão no terreno, garantir a manutenção dos postos de trabalho, etc. Esta exigência é importante e eu acredito que, tal como nós confiamos, também os munícipes vão confiar cada vez mais nas águas do Cartaxo, como uma empresa moderna, assente na eficiência e qualidade do serviço”, acrescentou Paulo Caldas.

  • Nó Directo de Acesso à A1 e Áreas Empresariais são exemplos de sucesso no concelho do Cartaxo

Tal como aconteceu com as Águas do Cartaxo, Paulo Caldas identifica como exemplos de projectos que o Município concretizou e que se revelaram a opção mais correcta o Nó Directo de Acesso à A1 e as áreas empresariais.

“Poucos cartaxeiros acreditavam que o Nó Directo de Acesso fosse feito. A verdade é que desde 2005 o nó está ao serviço dos cartaxeiros, da região e do país. Depois, há cerca de sete anos atrás, as áreas empresariais eram uma miragem, hoje elas estão no terreno. No que respeita às águas e saneamento, responsáveis políticos e públicos diziam há alguns atrás que não havia nenhuma empresa que entregasse ao município 21 milhões de euros de rendas. Mas o que é facto é que na altura apareceram seis grandes empresas, que ofereceram não apenas 21 milhões de euros, mas 23 milhões”, reforçou.

Como o “único caso de insucesso que o município do Cartaxo liderou”, Paulo Caldas identificou o aeroporto na Ota, mas cuja responsabilidade não esteve associada ao Cartaxo mas sim aos responsáveis da Administração Central. “O município do Cartaxo não conseguiu alcançar o seu objectivo, mas acabámos por ganhar com a não Ota, porque conseguimos traduzir isso em ganhos substanciais em termos de investimento co-financiado para o nosso concelho”, afirmou.

Paulo Caldas acredita que dentro de um a dois anos a política de ambiente a nível nacional vai “inevitavelmente convergir para as concessões e o município do Cartaxo, antes de tempo, mas também com todas as condições e garantias de ter efectuado um bom negócio de interesse público, vai demonstrar que estava na linha da frente. As concessões verticalizadas, em alta e em baixa, são o futuro do nosso país, porque não há outra forma de garantir sustentabilidade ao sistema”, acrescentou.

  • Contrato com a Epal assegura água de qualidade ao concelho do Cartaxo

A parceria com a EPAL – no que respeita ao fornecimento de água – permite ao concelho do Cartaxo assegurar água de qualidade em todo o concelho. Paulo Caldas afirmou que, além das quatro variáveis fundamentais para atingir o melhor para o Município, para o munícipe e para a empresa concessionária, a autarquia assegura ainda a sustentabilidade do abastecimento de água, através de uma parceria com a Epal.

“Nós agora temos os nossos furos de captação subterrânea, mas nada nos garante que os nossos filhos poderão contar com eles. Antes de concretizar o acordo de concessão, o Município já tinha concretizado um acordo com a Epal, o qual assegura qualidade, sustentabilidade e controle no âmbito do abastecimento de água e o qual vai permitir à Cartágua melhores condições para prestar um bom serviço à população”, frisou Paulo Caldas.

Máxima qualidade do serviço e excelência na assistência ao cliente são os principais pilares nos quais se baseia a Cartágua
  
Com a capacidade e profissionalismo dos seus sócios, o trabalho que a Cartágua se compromete a desenvolver no concelho do Cartaxo está assente em dois pilares fundamentais: a máxima qualidade do serviço – utilizando tecnologia de ponta e um quadro de pessoal altamente qualificado – e excelência na assistência ao cliente.

Com uma loja no Mercado Municipal do Cartaxo, a empresa assegura desde Outubro assistência técnica 24 horas por dia, com serviço de piquete disponível para atender eventuais situações de emergência que ocorram.

Controlar e comandar remotamente todo o sistema de abastecimento de água e recolha de efluentes; garantir a correcta limpeza e manutenção dos depósitos e reservatórios de água; instalação de equipamentos que permitem evitar possíveis fugas ou contaminações da água armazenada; prevenir possíveis avarias que possam chegar a interromper a distribuição de água potável a alguma zona do concelho; evitar a existência de erros na medição dos contadores e proceder à renovação de 100% do parque de contadores num período máximo de dois anos são alguns dos objectivos a curto prazo que a Cartágua pretende concretizar, recorrendo a tecnologia de ponta e ao profissionalismo da sua equipa.






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