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2010-01-18

RITMOS DO ROCK NO CENTRO CULTURAL DO CARTAXO

Exposição sobre as origens do rock português e espectáculo com Carlos Mendes



Os ritmos do rock invadiram o Centro Cultural do Cartaxo, no passado fim-de-semana. A exposição “Ritmos! O Rock em Portugal 1955/1974”, patente nos dias 16 e 17, trouxe ao Cartaxo memórias sobre as origens do rock português, as suas influências e evoluções.

Desde os primeiros ritmos “que se fizeram ouvir e ver no Portugal dos fados e do folclore”, passando pelos “Anos Verdes” (1960/1963), pela emergência da cultura juvenil, pela invasão britânica – com os fabulosos Beatles –, pela nacionalização do rock, pela proliferação dos festivais e dos concursos, até ao advento da música de intervenção, a exposição relatou os acontecimentos que mais marcaram o aparecimento do rock em Portugal, destacando os seus principais intervenientes.

Em vários painéis, foi possível recordar também capas de discos de grupos que fizeram furor na época, como o Quarteto 1111, Chinchilas, Os Celtas, Os Nómadas, Os Ekos, Os Magníficos, Fernando Conde, Sheiks, Os Charruas, Conjunto Académico Orfeu ou Os Diamantes.

Além de Carlos Mendes – um dos maiores ícones da música portuguesa, que fez parte de uma das primeiras bandas de rock em Portugal (Sheiks), e que actuou na noite de sábado –, associaram-se também à inauguração da exposição outros músicos da senda do rock português, tais como Fernando Chaby (Sheiks) e Joaquim Jorge (Os Bárbaros – do Cartaxo).

Após a inauguração da exposição, Carlos Mendes subiu ao palco para um espectáculo a solo, que contou com sala esgotada. Acompanhado do órgão, cantou vários temas que marcaram o início do rock em Portugal e outros que têm vindo a marcar a sua longa carreira musical.

“Vagabundo do Mar” e “Amélia dos Olhos Doces” foram duas das músicas mais aplaudidas pelo público. Assumindo um registo quase de entertainer, Carlos Mendes surpreendeu também a assistência com excertos de canções do Elvis e músicas infantis, como a “Serpente Serafina” ou “O Burro Adalberto”.

No final, ficou a promessa de os Sheiks pisarem brevemente o palco do Centro Cultural, trazendo músicos como Paulo de Carvalho.



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