Situada na zona do bairro, a freguesia de Pontével tem quase 5 000 habitantes, distribuídos por uma área de 27,6 Km2. Engloba as povoações de Casais da Amendoeira, Casais dos Penedos e Casais Lagartos e ainda os lugares de Casais dos Luízes, Casais da Areias, Casais de Alcaria, Cruz do Campo, Vale da Zebra e Casais Telégrafos.
Depois da tomada de Santarém aos mouros, em 1147, D. Afonso Henriques dou Pontével à Ordem de Malta, como comenda, juntamente com a Igreja de S. João do Alporão de Santarém, passando então a designar-se “Comenda de Ponteval”, por ser aqui que os comendadores tinham a sua residência.
O seu primeiro foral foi-lhe concedido em 1194, por D. Sancho I, o segundo em 1195, pelo mesmo rei, e o terceiro em 1218, por D. Afonso II.
A sua localização privilegiada – entre Santarém, Almoster e Alenquer – tornou Pontével ponto de passagem obrigatório dos mais altos nobres da Corte, tal como a Rainha Santa Isabel. D. Nuno Alvares Pereira decidiu aqui tomar o partido de D. João I, Cristóvão Colombo pernoitou aqui quando se deslocava para Santarém, após o encontro com D. João II em Vale do Paraíso, e em Pontével também se encontraram os exércitos do Conde de Abranches e D. Afonso V, em 1449 – estes acontecimentos levaram o professor José Hermano Saraiva a referir-se a Pontével como “a vila que já foi Capital Política do País”.
Pontével foi também pátria de dois varões notáveis: Mateus Peixoto Barreto e Manuel da Encarnação.
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